Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo, derrotados
Dessas sementes mal plantadas
Que já nascem com caras de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo
Que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas mini-certezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar, fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar os blues
Com o pastor e o bumbo na praça.
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
(Cazuza)
Verdade ou mentira? Bem, já disseram uma vez que se a lenda for mais interessante que a verdade, publique-se a lenda. Verdade? Mentira? Sei não... mas foi assim!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
É sempre no fim...
Desde pequena sempre ouvi meu pai dizer "Conhecemos verdadeiramente uma pessoa quando nos separamos dela, é na separação que a pessoa demonstra o que é, o que pensa e sente".
Nunca discordei dessa idéia, mas ainda não havia sentido e vivido isso na pele de verdade... Hoje percebo o quanto meu sábio pai tem razão....
A separação, de fato, pode acontecer bem depois do "desatar as mãos e seguir em caminhos distintos", mas fatalmente ela chega... e provavelmente não traz "boas noticias"...
É então, que a gente olha e não entende como não havia visto tudo aquilo antes! Por mais que a frustração nos invada, um imenso alívio se faz maior e num suspiro fica apenas o "Isso não me pertence mais" !!!!
Deixo aqui, uma das coisas mais lindas de Drummond, que ontem me confortou antes desse alivio chegar...
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Medo!
Sensação que nos preserva, reação protetora. Mas quando é que ele é maior? Na certeza ou na dúvida? Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? Medo!
Passamos a infancia ouvindo "Ei..cuidado!", "Ei.. você vai se machucar", "Bom, eu avisei"...
Quando crescemos, aqui ou ali, ainda há quem nos alerte, mas é ele, o medo, a voz que nos faz parar ou correr.
Quando meu coração é tomado pelo medo, me calo para ouvir o que ele tem a dizer, mas poucas vezes o compreendo... Talvez não me empenhe tanto, talvez haja pouca maturidade... a questão é que sinto-me sempre na contra mão...sempre o desafiando.... O que é contraditório, pois só gera mais medo!!
Medo de gente e de solidão...
Medo da vida e medo de morrer...
Medo de esperar, medo de partir...
Medo do do escuro, medo da luz...
Medo de exigir e medo de deixar....
Medo de se arrepender, medo de não fazer...
Talvez o tempo nos ensine a decifra-lo... talvez não...! O importante é nunca deixar de parar para ouvir o que ele tem a dizer, mesmo sabendo que quase sempre ele é só a medida da indecisão!
"Que dá medo do medo que dá"
domingo, 11 de janeiro de 2009
Encontro
Com que palavra expressar
toda plenitude desse momento?
Como dizer que estou comigo mesma, mais do que nunca,
quando me escondo entre um abraço ou um olhar?
Um encontro perdido
no tempo e no espaço,
que se dilui na imensidão da eternidade...
toda plenitude desse momento?
Como dizer que estou comigo mesma, mais do que nunca,
quando me escondo entre um abraço ou um olhar?
Um encontro perdido
no tempo e no espaço,
que se dilui na imensidão da eternidade...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Falta
Salve...!
Desde ontem tentando escrever alguma coisa e nada...! Tomada pela velha e companheira falta de inspiração.
A falta! Tenho tentado conviver com às sensações que ela traz... o vazio, o buraco, o silêncio. Ontem, além da inspiraçã faltou ela, para comemoração do seu aniversário. 60 anos!! De verdade, ela nunca curtiu muito fazer aniversário, mas há um ano fazíamos grandes planos para a festa que comemoraria os sessenta anos, bem como, em nossa esperança, a cura do cancer.
É... foi um pouco diferente...
De qualquer forma, foi mais uma data que passou... ainda preciso tomar fôlego para algumas que virão...Afinal aquela sensação de força que traz à "continuação", continua bem aqui, de certo que às vezes é abalada pela dor da falta, mas jamais derrotada, pois como diria Lacan:
"A falta frequente é mais intensa que a presença. É na falta que descobrimos o que somos e o que queremos"
Que assim seja!
sábado, 3 de janeiro de 2009
Opaió!!
Salve Salve!!!!
De volta a velha e chuvosa São Paulo!!!! Ainda juntando o que sobrou de mim...rs Afinal, PEEEENSE numa farra boa!!!
A Bahia... ahhhh a Bahia...
Terra do descobrimento, do jeito manso, tranquilo (!!!), da comida forte (e boa!!!), da alegria contagiante em cada atitude!!! Alegria essa, que faz soltar o que há de melhor em você (e de pior também!!!!!! rsrs medoooo), ali é facíl perceber pessoas do mundo todo simplesmente permitindo-se!!
E isso é absolutamente incrível... gente nova, gente velha, gente gorda, gente magra, branco, preto, amarelo, rico, pobre, todos ali juntos, dançando "como dá", aproveitando as paixões "no tempo que dá", dormindo "o quanto dá", esquecendo e enganando as dores da vida "até onde dá"!!!!!
Assim, em sete dias, fui uma deles...
Agora, sentada na cozinha de casa, vendo minha empregada passar roupa, vou voltando aos poucos à São Paulo, à minha vida real!! A princípio essa imagem, tão contrastante com a anterior, pode parecer de alguma forma sem cor, sem graça... Não!! Em meio às lindas lembranças dessa viagem, uma maravilhosa sensação me invade, a da "continuação"! Com os mesmos olhos fantasiosos daquela alegria, quero olhar pra este ano que começa e tocar da melhor forma possível!
O ano acabou e todos sabem o tanto que ele me levou! Mas assim como um lindo pôr-do-sol, leva mais um dia, ele também anuncia que em poucas horas ali nascerá mais um!!!
E assim será sempre...
Nos últimos raios do olhar baiano, deixo trecho da música que o ilustra! Afinal, tem sempre que ter uma música ( e tem que ser Lenine!!! rs)

"A onda ainda quebra na praia,
Espumas se misturam com o vento.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
pensando em nós dois."
De volta a velha e chuvosa São Paulo!!!! Ainda juntando o que sobrou de mim...rs Afinal, PEEEENSE numa farra boa!!!
A Bahia... ahhhh a Bahia...
Terra do descobrimento, do jeito manso, tranquilo (!!!), da comida forte (e boa!!!), da alegria contagiante em cada atitude!!! Alegria essa, que faz soltar o que há de melhor em você (e de pior também!!!!!! rsrs medoooo), ali é facíl perceber pessoas do mundo todo simplesmente permitindo-se!!
E isso é absolutamente incrível... gente nova, gente velha, gente gorda, gente magra, branco, preto, amarelo, rico, pobre, todos ali juntos, dançando "como dá", aproveitando as paixões "no tempo que dá", dormindo "o quanto dá", esquecendo e enganando as dores da vida "até onde dá"!!!!!
Assim, em sete dias, fui uma deles...
Agora, sentada na cozinha de casa, vendo minha empregada passar roupa, vou voltando aos poucos à São Paulo, à minha vida real!! A princípio essa imagem, tão contrastante com a anterior, pode parecer de alguma forma sem cor, sem graça... Não!! Em meio às lindas lembranças dessa viagem, uma maravilhosa sensação me invade, a da "continuação"! Com os mesmos olhos fantasiosos daquela alegria, quero olhar pra este ano que começa e tocar da melhor forma possível!
O ano acabou e todos sabem o tanto que ele me levou! Mas assim como um lindo pôr-do-sol, leva mais um dia, ele também anuncia que em poucas horas ali nascerá mais um!!!
E assim será sempre...
Nos últimos raios do olhar baiano, deixo trecho da música que o ilustra! Afinal, tem sempre que ter uma música ( e tem que ser Lenine!!! rs)

"A onda ainda quebra na praia,Espumas se misturam com o vento.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
pensando em nós dois."
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