segunda-feira, 25 de maio de 2009

News

Salve!!!!
Saudade de escrever, saudade de todos...
Tanta coisa pra contar, que mal sei por onde começar. Fora o tempo, que é curto.
Os dias por aqui são cada vez mais preciosos.. tenho conhecido pessoas maravilhosas e isso tem enchido meu peito de alegria.
A chuva! Ahhh a chuva!!! Tanto foi dito sobre Santa Catarina e nada se ouve dizer sobre o Ceará.... Geeeeente, chove sem parar... já são mais de 65 cidades em estado crítico... mas o velho preconceito da mídia com o Nordeste não permite que isso tenha repercussão como teve no Sul.
Coisa "braba"... tem dia que me sinto moisés abrindo caminho na água com o carro... srsrsrs
Com isso ainda não fui à praia... :(
As pessoas? Ahhh... essa são um espetáculo a parte...!!! tenho sido tratada como "amiga de infancia" e as noitadas de farra se superam!!! TOCANTINS É NO CEARÁ (faço questão de depois escrever um texto só falando sobre o bar tocantins)
Meu encontro com a Gioooo!!! Incrivel demais...! A gente não se cansa de parar, olhar e dizer:" CARACA A GENTE TA AQUI EM FORTALEZA JUNTAS"
Amizade boa demaaaais!!!!
Bueno... vou indo pra caminhada de todo dia na beira mar... parece ser o único momento em que a chuva dá uma trégua.
Beijo e cheiro cearense em todos...
Saudade infinita, assim como meu amor.
"Meu peito diz: Coração da gente é igual país. Não deu certo uma mudança, você muda de esperança. Porque a gente merece ser feliz" (Ivan Lins)

terça-feira, 19 de maio de 2009

"Vai ser bom te lembrar"

E com a cara torta, a ressaca da morte, quase embarcando sem mala, sendo a última a entrar no avião e com uma dor de ouvido SURREAL na descida, provavelmente por causa da gripe, cheguei em Fortaleza.

Eu tinha pensado num texto grande e cheio de filosofias, sobre essa minha decisão em vir pra cá, mas hoje o que eu queria mesmo era agradecer meus amigos.

Muitos que me desculpem, mas eu tenhos os amigos mais INCRÍVEIS do universo.

Sim sim sim sim.

Não tenho palavras pra agradecer a overdose de carinho que recebi, tanto no bota fora, como no aeroporto.

" Tudo isso porque tem previsão de dois, três meses para voltar... imagino se fosse para ir de vez.." -disse com seu português ótimo, nosso españolito, Ignácio.

Mas uma outra voz, explicava:

" Não estamos aqui para despedir, viemos apoiá-la, só isso..."

Preciso dizer mais alguma coisa?????

Por aqui, muita chuva e calor... um nublado lindo de se ver.

Aqui dentro uma coisa boa nascendo a cada minuto...

Com os olhinhos atentos para cada novidade do novo caminho...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ele mesmo!

Sim, lá do primeiro post!
Meses e meses após me convencer a fazer esse blog, me presenteia com um texto.
Provando que continua sendo meu verdadeiro anjo e que não importa quantos mais (dez) anos possam passar, ele estará sempre ali.
Sinceramente, não sei porque diabos ainda reclamo da vida...

Pense numa pessoa privilegiada, peeeense...

Obrigada, mais uma vez e sempre...


Meses

Às vezes, ela passava meses sem dar sinal de vida. De repente, ligava, no meio da madrugada. Ele acordava assustado e lá estava ela, do outro lado da linh. Sem “alô”, sem “oi”.

– Preciso conversar com você, dizia, entre uma tragada e outra.

– O que aconteceu?

– Estraguei tudo. De novo.

Isso, claro, era exagero dela. Não era sempre ela quem estragava tudo, às vezes, estragavam por ela. Mas ela sempre questionava a própria culpa. Se não conseguia se colocar como culpada, acusava a si própria de ser cúmplice. Ele já sabia que o “estraguei tudo” provavelmente era exagero, e perguntava a ela o que tinha acontecido.

E ela contava. Confusões, relacionamentos, indas e vindas. Sempre com pessoas diferentes, em situações diferentes, mas sempre o mesmo problema: desencontros.

E ele, claro, ohuvia. Não apenas ouvia, como aconselhava e brigava com ela. A despeito do fato de que isso nunca havia sido oficializado, ele sabia que tinha esse direito. Não sabia ao certo porque tinha o direito, mas sabia que tinha. E ela contava tudo: detalhes de forma cristalina e diálogos de forma confusa, e ele se virava da melhor forma possível para montar a história em sua mente.

Nem sempre ele conseguia.

Às vezes, ela aparecia no meio do quebra-cabeça, sorrindo, e ele precisava se concentrar e começar tudo de novo. E montava as histórias, sempre com ela no meio, tentando entender o que tinha acontecido e aconselhá-la, confortá-la, de alguma forma.

E, às vezes, conseguia. E ela dizia que seus conselhos eram bons, que haviam feito ela enxergar os fatos de forma mais límpida, lhe desejava um beijo e desligava. E ele virava de lado, tentava sorrir e pensava duas coisas: espero que ela durma mais tranqüila.

E, a outra, quase antes de dormir, sempre lhe vinha na mente: um dia, ela vai entender.

Sorria um “boa noite”, baixinho, no escuro, e dormia. Com ela.


(R.R.)


sexta-feira, 8 de maio de 2009

The Wonder Years

Depois de um respeitável tempo convivendo com um terrível mal humor matutino, hoje levantei sorrindo.Vontade de tomar um banho longo, fazer um belo café, colocar a mesa (!!!!), pensar em usar aquela roupa nova, colocar o lixo para fora de roupão, dando bom dia sorridente para o porteiro e lavar a louça cantarolando (chico, claro...!!!)...

Deuses como é bom!

Mas esse bom humor repentino tem nome!

Ontem tive a felicidade de receber em casa amigos da faculdade. Nos encontramos com uma certa frequencia, mas sempre em aniversários ou festas, há séculos não sentávamos apenas para conversar... e foi o que fizemos, entre vinho, pizza e chocolate nos embebedamos de lembranças com riso, muito riso!!!

A sensação que tive, era que tentávamos reviver cada minuto dos cinco anos que passamos juntos naquela universidade. E a gente bem conseguiu...

Os primeiros dias, as viagens, Iracema, os amores, as festas (!!!), as aulas de anatomia, os professores, as crises, as perdas, falar mal de uns e querer muito saber como andam outros...

Atropelávamos tentando não deixar escapar nada...!

Como foi bom!...

"Todo mundo cresce em cinco anos, é natural... mas nós crescemos pra caralh*&#!!!!!!!!", disse meu amado Lê.

Caminhamos para o sétimo ano de amizade, dos infinitos que virão, mas sabemos que vai sempre morar naqueles cinco, a melhor parte da história.
Eu amo vocês!!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Quanto mais a gente reza....

- Alô!?
- Oi... sou eu..
- Eu quem?
- Poxa, não lembra da minha voz..?
- Não.

(é óbvio que ela lembrava...)

- Quer dizer que você esquece da voz de quem você namorou três anos?
- Oi...
- Ah bom..! Já estava assustado. Como você está, minha linda?

(minha linda??????)

- Tô ótima.
- Mesmo? Sua voz parece desanimada...
- Estou gripada.
- Hum... que mal...! Precisa de alguém pra cuidar de você?
- ÃH?

( desliga, desliga....)

- Calma, brincadeira... Me conta as novidades....
- Tá tudo bem... sem novidades.
- Queria te ver...
- ÃH?

( avisei...deliga logo...)

- Ué? Não podemos nos ver?
- Você não ia casar...???
- Vou, em setembro...
- Parabéns. Bom saber que está tudo bem. Mande beijo pra sua mãe e irmã, por favor.

(vai, vai... "beijo, tchau"...)

- Ei...
- Oi...

( ah! nãããooo...)

- Penso em você ainda. Queria muito te ver...
- Eu também...

(queeeee?????)

- Pensa em mim também???
- Queria muito ver você tomar vergonha na cara um dia...! Fica bem! Tchau.

(uhuuuuuuu....ops, quer dizer "tu tu tu tu tu..."

"AS PESSOAS NUNCA SABEM O QUE QUEREM, MAS NÃO DÃO DESCANSO ENQUANTO NÃO RECEBEM AQUILO QUE QUEREM" Oscar Wilde

segunda-feira, 4 de maio de 2009

"Escucha, Ana..."

Ôooooo Deus..!!!

Tomando bronca a torto e a direito, por não escrever há mais de uma semana..!!!

Nem nego que fico toda besta quando isso acontece... rsrs...

Amados.. tanta mudança que as palavras são engolidas pela ansidade de escrever...!

Vontade de escrever estórias novas, novos fins, continuações... mas não sai..e não adianta insistir!!!

Quero só agradecer à tanta amizade que vem me rondando nos últimos dias, me enchendo de apoio e carinho!!!

Eu nada seria sem vocês...!!!!

Ah...queria escrever da virada cultural, também....! Foi incrivel...! (sim, Wando é o cara!!!rsrsrs)!!!

Reencontros de Buenos Aires!! Incriveis...! Alias, um deles, com querido Martín.. em que, enquanto lhe contava sobre minhas escolhas para esse novo momento, Geraldo Azevedo cantava:

"Já vou embora, mas sei que vou voltar...
amor não chora... se eu volto é pra ficar..."

Martín, me interrompe, com um sorriso e diz "Escucha, Ana...! No fundo a genti siempre volta...", com seu portunhol cada vez melhor!


Que mais eu posso querer nessa vida, !?!?!?!

Enquanto a inspiração não chega, deixo aqui o que tenho lido, acompanhada de uma gripe infernal...

"Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis... mas não quero mais..."
Cecília Meireles



Hasta pronto!!!!