Depois de uma certa idade, o que mais costumamos dizer é "Meu Deus, como o tempo está passando rápido". E passa mesmo, fato.
Com isso, quando a gente se dá conta o dia acabou, o mês virou, o ano tá quase no fim...
E nessa velocidade, um ano se passou da morte de minha mãe. Há pouco mais de um ano, vi o chão desaparecer dos meus pés e um buraco se abrir dentro de mim. O sétimo dia, o primeiro mês, o primeiro Natal, os primeiros aniversários, dia das mães... e por aí vai.
Não, não foi fácil...
Mas passou rápido. E apesar de tanta dor, hoje, um ano depois muita coisa mudou por aqui...
Há uma nos atrás eu não tinha idéia de como pilotar uma máquina de lavar, de como negociar uma conta na Sabesp, de saber se o melhor seguro do carro é aquele mesmo, de ver meu coração se apaixonar de verdade e não poder compartilhar com ela, nem ter seu colo e cafuné quando essa mesma paixão me feriu. Há um ano, não sabia como "fugir", às vezes, é preciso e que faz um bem danado, que trabalhar 16 horas por dia pode ser maravilhoso, que família e amigos são verdadeiramente o que tem valor nessa vida, mas que é preciso saber caminhar sem eles, não tinha idéia do como é bom ser sozinha, mas do como e maravilhoso ter a casa cheia de amigos...
Há um ano, eu não sabia que dava pra ser feliz sem ela. E dá, tá dando...
Ontem, resolvi abrir os armários e arrumar as coisas dela. Doeu demais. Não... doeu PRA PORRA (com o perdão da expressão..). Não são roupas, sapatos, é a história dela...
Aquela que mais gostava, a que só usava na praia, a que usou na minha formatura e até a camisola da maternidade.
Abracei com força, cada uma delas. Chorei muito. Mas tive a imensa sensação de que estava fazendo o que era certo. Senti que me despedi um pouco mais...
Talvez esse tempo, que insiste em voar, leve pra sempre essa dor... mas a saudade... essa aumenta, sempre, na mesma velocidade do tempo...
"Minha mãe calava
e calada chorava
e chorando vinha me abraçar...
Me abraçava e apertava..
e baixinho falava,
essa vida eu sei que um dia vai mudar..."
(Que Assim seja, amém - MPB4) - música que ela amava...
Com isso, quando a gente se dá conta o dia acabou, o mês virou, o ano tá quase no fim...
E nessa velocidade, um ano se passou da morte de minha mãe. Há pouco mais de um ano, vi o chão desaparecer dos meus pés e um buraco se abrir dentro de mim. O sétimo dia, o primeiro mês, o primeiro Natal, os primeiros aniversários, dia das mães... e por aí vai.
Não, não foi fácil...
Mas passou rápido. E apesar de tanta dor, hoje, um ano depois muita coisa mudou por aqui...
Há uma nos atrás eu não tinha idéia de como pilotar uma máquina de lavar, de como negociar uma conta na Sabesp, de saber se o melhor seguro do carro é aquele mesmo, de ver meu coração se apaixonar de verdade e não poder compartilhar com ela, nem ter seu colo e cafuné quando essa mesma paixão me feriu. Há um ano, não sabia como "fugir", às vezes, é preciso e que faz um bem danado, que trabalhar 16 horas por dia pode ser maravilhoso, que família e amigos são verdadeiramente o que tem valor nessa vida, mas que é preciso saber caminhar sem eles, não tinha idéia do como é bom ser sozinha, mas do como e maravilhoso ter a casa cheia de amigos...
Há um ano, eu não sabia que dava pra ser feliz sem ela. E dá, tá dando...
Ontem, resolvi abrir os armários e arrumar as coisas dela. Doeu demais. Não... doeu PRA PORRA (com o perdão da expressão..). Não são roupas, sapatos, é a história dela...
Aquela que mais gostava, a que só usava na praia, a que usou na minha formatura e até a camisola da maternidade.
Abracei com força, cada uma delas. Chorei muito. Mas tive a imensa sensação de que estava fazendo o que era certo. Senti que me despedi um pouco mais...
Talvez esse tempo, que insiste em voar, leve pra sempre essa dor... mas a saudade... essa aumenta, sempre, na mesma velocidade do tempo...
"Minha mãe calava
e calada chorava
e chorando vinha me abraçar...
Me abraçava e apertava..
e baixinho falava,
essa vida eu sei que um dia vai mudar..."
(Que Assim seja, amém - MPB4) - música que ela amava...
3 comentários:
É fato que cada experiencia é unica, mas passei por uma similar ha um tempinho atrás... a cena do guarda-roupas é tão clichê.. mas tao forte... impossivel esquecer... Belo texto!
Bjs
Yellow
Vou ver se paro de comentar os textos só via MSN...hahaha... mas como eu falei, parece que quanto mais profundo é o sentimento sobre o qual falamos, mais pessoas ele atinge.
Muito bonito!!!
bj
Gostei da forma como você expôs seu sentimento. Deu para sentir um pouquinho a sua dor no guarda-roupas...
Vou adicionar seu blog no meu. Quero acompanhar as coisas que você escreve. O meu Blog é: artrockmagazine.blogspot.com.
Tudo de bom pra você!
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