Com os braços pra cima, espreguiçou antes de abrir os olhos.
Puta-que-pariu onde é que eu tô?
Num impulso rápido, sentou-se na cama e sentiu sua cabeça rodar de ressaca. Não conseguia pensar, tão pouco lembrava de algo da noite anterior. Esfregando as mãos no rosto, tentava desesperadamente descobrir de quem era aquele quarto e de que forma ele havia parado ali.
A última lembrança era do aniversário da sobrinha, no dia anterior.
Olhava em volta, buscando alguma pista. Roupas no chão, nenhum porta-retrato, livros, perfumes e bijuterias. Havia algum banheiro próximo, de onde vinha um barulho de chuveiro. Aos poucos, mesmo sentindo sua cabeça latejar, foi recordando que saira do aniversário para um bar, que estava com seu amigo...
Ah que ótimo! Estou sem carro!
Além de não ter idéia de onde estava, morava na cidade há pouco mais de um ano e nesse tempo apenas havia aprendido o caminho de casa para o trabalho ou para casa do irmão. Pensou em esperar a dona do quarto aparecer, mas não tinha idéia de como reagir. Decidiu colocar a roupa e ir embora, com sorte sairia sem ser visto.
Fez tudo rapidamente, mas sem fazer barulho. Desceu as escadas, quase alcançou a porta, quando uma voz feminina veio da cozinha:
- Bom dia! Ta indo embora?
- Não. É que... Bom dia, tudo bem?
Meu Deus. Quem é essa garota? Não é possivel... Que eu faço? Vou embora? Por favor, me faça lembrar de alguma coisa.
Resolveu voltar em direção a cozinha.
- Toma um café! - Ofereceu a garota.
- Obrigado. - Agradeceu olhando fixamente para ela, mas nada... não conseguia lembrar.
- Você está bem?
- Sim. Não... Quer dizer... um pouco de ressaca, só.
- Senta um pouco.
Gentilmente a garota puxou uma cadeira, sugerindo também que ele comesse algo. Mudo, continuava a olha-la. Aos poucos começou a lembrar de mais algumas coisas da noite, mas ainda não conseguia encaixá-la em nenhuma das lembranças. Pensava se deveria ter alguma atitude de carinho, algo que não demonstrasse tão claramente que ele estava absolutamente perdido ali.
- Não faça cerimonia! Coma algo! Quer me convencer agora que é tímido? - disse rindo, a garota.
Sim! Teve certeza que deveria demonstrar algo de intimidade logo, antes que ela percebesse que ele não lembrava de nada. Preparou-se para levantar, abraça-la, alguma brincadeira, qualquer coisas assim, quando ela, abrindo o armário e pegando mais uma xícara , gritou:
- Amor, larga isso aí! Vem tomar café!
Amor? Que porra é essa? Meu Deus! Quem são essas pessoas? Preciso sumir daqui!
- E aí cara, beleza? - Disse o homem, que entrou pela porta da cozinha sem camisa, estendendo a mão.
- Opa! - respondeu, apertando a mão do homem.
Deu três goladas rápidas na xícara de café e levantou para sumir rapidamente. Sentia-se desesperado.
- Bom, deixa eu ir...
Preparou para se despedir, quando sentiu uma mão em sua cintura.
- Bom dia!
Enxugando os cabelos, lhe deu um beijo e continuou...
- Dormiu bem?
Sim! Era ela! Em rápidos flashs recordou de tudo. Deles no balcão do bar, das risadas, do amigo indo embora, dela dizendo que eles moravam perto, que morava com a prima , deles no carro, do caminho até a casa dela, da noite...
- Sim, bastante! - respondeu retribuindo o beijo, completamente aliviado.
Enquanto a observava, conversando com sua prima e o namorado, ia lembrando de todos os detalhes e chegou a sentar novamente. Foi quando se deu conta de que ainda faltava algo...
Ok. Como é o nome dela?
Esperou um pouco pra ver se recordava ou se alguém a chamaria pelo nome, mas nenhum dos dois aconteceu. Era melhor ir embora mesmo.
- Bom, preciso ir!
- Vamos, eu te levo!
Seguiram para o carro e no caminho conversaram mais um pouco sobre a vida, loucuras, bebidas e até sobre amnésia alcoolica! Pensou em aproveitar a deixa e dizer que não lembrava do nome dela, mas desistiu. Algo lhe dizia que era Jaqueline, mas não quis arriscar.
Ao chegarem a casa dele, pediu a ela o telefone e anotou no celular ,como Jaqueline mesmo. Despediram-se com um beijo e um "adorei". Assim que desceu do carro, deixou cair sua carteira no chão, quando a ouviu:
- Rodrigo, sua carteira caiu!
Rodrigo?
Seu nome estava longe de ser Rodrigo! Abaixou, pegou a carteira, agradeceu e resolveu não dizer nada. Vendo o carro dela se afastar, teve uma crise de riso e entrou sem acreditar no que havia vivido!
Nunca entendeu se ela apenas havia se enganado ou se aquilo era um sinal de que ela teria percebido sua "amnésia".
De qualquer forma, também nunca se convenceu de que ela se chamasse Jaqueline.
Puta-que-pariu onde é que eu tô?
Num impulso rápido, sentou-se na cama e sentiu sua cabeça rodar de ressaca. Não conseguia pensar, tão pouco lembrava de algo da noite anterior. Esfregando as mãos no rosto, tentava desesperadamente descobrir de quem era aquele quarto e de que forma ele havia parado ali.
A última lembrança era do aniversário da sobrinha, no dia anterior.
Olhava em volta, buscando alguma pista. Roupas no chão, nenhum porta-retrato, livros, perfumes e bijuterias. Havia algum banheiro próximo, de onde vinha um barulho de chuveiro. Aos poucos, mesmo sentindo sua cabeça latejar, foi recordando que saira do aniversário para um bar, que estava com seu amigo...
Ah que ótimo! Estou sem carro!
Além de não ter idéia de onde estava, morava na cidade há pouco mais de um ano e nesse tempo apenas havia aprendido o caminho de casa para o trabalho ou para casa do irmão. Pensou em esperar a dona do quarto aparecer, mas não tinha idéia de como reagir. Decidiu colocar a roupa e ir embora, com sorte sairia sem ser visto.
Fez tudo rapidamente, mas sem fazer barulho. Desceu as escadas, quase alcançou a porta, quando uma voz feminina veio da cozinha:
- Bom dia! Ta indo embora?
- Não. É que... Bom dia, tudo bem?
Meu Deus. Quem é essa garota? Não é possivel... Que eu faço? Vou embora? Por favor, me faça lembrar de alguma coisa.
Resolveu voltar em direção a cozinha.
- Toma um café! - Ofereceu a garota.
- Obrigado. - Agradeceu olhando fixamente para ela, mas nada... não conseguia lembrar.
- Você está bem?
- Sim. Não... Quer dizer... um pouco de ressaca, só.
- Senta um pouco.
Gentilmente a garota puxou uma cadeira, sugerindo também que ele comesse algo. Mudo, continuava a olha-la. Aos poucos começou a lembrar de mais algumas coisas da noite, mas ainda não conseguia encaixá-la em nenhuma das lembranças. Pensava se deveria ter alguma atitude de carinho, algo que não demonstrasse tão claramente que ele estava absolutamente perdido ali.
- Não faça cerimonia! Coma algo! Quer me convencer agora que é tímido? - disse rindo, a garota.
Sim! Teve certeza que deveria demonstrar algo de intimidade logo, antes que ela percebesse que ele não lembrava de nada. Preparou-se para levantar, abraça-la, alguma brincadeira, qualquer coisas assim, quando ela, abrindo o armário e pegando mais uma xícara , gritou:
- Amor, larga isso aí! Vem tomar café!
Amor? Que porra é essa? Meu Deus! Quem são essas pessoas? Preciso sumir daqui!
- E aí cara, beleza? - Disse o homem, que entrou pela porta da cozinha sem camisa, estendendo a mão.
- Opa! - respondeu, apertando a mão do homem.
Deu três goladas rápidas na xícara de café e levantou para sumir rapidamente. Sentia-se desesperado.
- Bom, deixa eu ir...
Preparou para se despedir, quando sentiu uma mão em sua cintura.
- Bom dia!
Enxugando os cabelos, lhe deu um beijo e continuou...
- Dormiu bem?
Sim! Era ela! Em rápidos flashs recordou de tudo. Deles no balcão do bar, das risadas, do amigo indo embora, dela dizendo que eles moravam perto, que morava com a prima , deles no carro, do caminho até a casa dela, da noite...
- Sim, bastante! - respondeu retribuindo o beijo, completamente aliviado.
Enquanto a observava, conversando com sua prima e o namorado, ia lembrando de todos os detalhes e chegou a sentar novamente. Foi quando se deu conta de que ainda faltava algo...
Ok. Como é o nome dela?
Esperou um pouco pra ver se recordava ou se alguém a chamaria pelo nome, mas nenhum dos dois aconteceu. Era melhor ir embora mesmo.
- Bom, preciso ir!
- Vamos, eu te levo!
Seguiram para o carro e no caminho conversaram mais um pouco sobre a vida, loucuras, bebidas e até sobre amnésia alcoolica! Pensou em aproveitar a deixa e dizer que não lembrava do nome dela, mas desistiu. Algo lhe dizia que era Jaqueline, mas não quis arriscar.
Ao chegarem a casa dele, pediu a ela o telefone e anotou no celular ,como Jaqueline mesmo. Despediram-se com um beijo e um "adorei". Assim que desceu do carro, deixou cair sua carteira no chão, quando a ouviu:
- Rodrigo, sua carteira caiu!
Rodrigo?
Seu nome estava longe de ser Rodrigo! Abaixou, pegou a carteira, agradeceu e resolveu não dizer nada. Vendo o carro dela se afastar, teve uma crise de riso e entrou sem acreditar no que havia vivido!
Nunca entendeu se ela apenas havia se enganado ou se aquilo era um sinal de que ela teria percebido sua "amnésia".
De qualquer forma, também nunca se convenceu de que ela se chamasse Jaqueline.
Um comentário:
Muito bom! tipo de texto que você le sorrindo e devorando!!! Chupa Verissimo!
Bjs! :)
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