terça-feira, 4 de maio de 2010

Por último, o primeiro...

E tem aquela fase em que a gente jura acreditar que o amor é o "ridículo da vida", que a gente procura aquela pureza inexistente!

E tem sempre aqueles que nos vem mostrar o contrário!

E eu [sempre] amo vocês, quando fazem isso!

Poesia feita por meu pai a Vilma, sua esposa [e minha amiga-mainha-amada]

Meu limite (para Vilma)

Da margem em que estou ele é você
porque já pulou fora do que sou
e sabe o que quer e aonde vou
brotando a flor da pele do querer.

Foi na raiz do tempo que passou
que em mim nasceu o que é mais sagrado
mas que virou segredo revelado:
amar assim eu sei ninguém lhe amou.

Sem você, sou caminho sem chegada,
pois é habitação do meu desejo
não ver o meu limite nessa estrada.


Fronteira do espanto onde revejo
que você foi eterna namorada
que deu por último o primeiro beijo.

Pontes/10
Fortaleza, 04 de maio de 2010. (13:21)



2 comentários:

Pontes disse...

A gente deixa de acreditar no amor quando não ama ou se engana quando pensa amar a quem não ama. Beijo do pai. Pontes/10

Anônimo disse...

Simplesmente LINDO!