Poucas gente sabe, mas um dos meus sonhos de pequena, era ser palhaço. Não sei bem por que, na verdade não fui muitas vezes ao circo quando criança, mas a imagem do palhaço sempre foi algo que me encantou. Na adolescência comecei a fazer teatro e foi nas aulas de clown que minha paixão se concretizou.
Lembro-me que uma das primeiras técnicas, era aprender transferir os olhos para o nariz! Ele deveria "olhar" antes que os olhos! Sai da primeira aula absolutamente encantada, passei a semana toda treinando, "olhando com nariz"!
Algum tempo se passou, veio a história de vestibular e junto com ela a frase de minha mãe "Artes Cenicas, filha? E você vai viver do que?" [mal sabia ela que psicologia não seria tão diferente...]. Aí voltei meus olhos para o lugar e acabei desatando as mãos com o teatro,com o clown. Trago esse amargo na boca até hoje e talvez por isso, fale tão pouco no assunto.
Nesse espaço de tempo, a vida sempre se encarregou de me deixar próxima do assunto. Na faculdade participei de pesquisas sobre teatro, trabalhos sobre doutores da alegria e anos mais tarde os caminhos me levaram pra dentro do tão grandioso Cirque du Soleil. Todas essas experiências sempre mexeram muito comigo, em especial o Cirque, claro, mas em todas elas eu estava envolvida em algo maior, com responsabilidades, que acabavam me afastando da sensação de voltar para aquele encantamento com o tema.
Eis que ontem um judeuzito-ruivo-muito-querido, me presenteou com ingressos para o espetáculo Slava´s Snowshow. Até então, eu pouco sabia do que realmente se tratava, sabia que era relacionado a circo e que por isso, queria levar meu afilhado [o que não aconteceu, já que classificação etaria não permitiu].
Ai aquela correria da vida paulistana, corre-transito-banhocorrendo-searruma-sai-mais transito. Sentei meio esbaforida sem saber muito o que esperar. Foi quando, já na primeira cena, meu coração disparou. Palhaço amarelo, o principal, entra em cena e ali, de cara, me dei conta que jamais teria visto um palhaço mais palhaço do que ele. Incrivelmente perfeito.
E com o coração acelerado e a boca-seca-sorrindo, fui me surpreendendo a cada minuto. Tudo! As cores, as músicas, os gestos.
Algum tempo se passou, veio a história de vestibular e junto com ela a frase de minha mãe "Artes Cenicas, filha? E você vai viver do que?" [mal sabia ela que psicologia não seria tão diferente...]. Aí voltei meus olhos para o lugar e acabei desatando as mãos com o teatro,com o clown. Trago esse amargo na boca até hoje e talvez por isso, fale tão pouco no assunto.
Nesse espaço de tempo, a vida sempre se encarregou de me deixar próxima do assunto. Na faculdade participei de pesquisas sobre teatro, trabalhos sobre doutores da alegria e anos mais tarde os caminhos me levaram pra dentro do tão grandioso Cirque du Soleil. Todas essas experiências sempre mexeram muito comigo, em especial o Cirque, claro, mas em todas elas eu estava envolvida em algo maior, com responsabilidades, que acabavam me afastando da sensação de voltar para aquele encantamento com o tema.
Eis que ontem um judeuzito-ruivo-muito-querido, me presenteou com ingressos para o espetáculo Slava´s Snowshow. Até então, eu pouco sabia do que realmente se tratava, sabia que era relacionado a circo e que por isso, queria levar meu afilhado [o que não aconteceu, já que classificação etaria não permitiu].
Ai aquela correria da vida paulistana, corre-transito-banhocorrendo-searruma-sai-mais transito. Sentei meio esbaforida sem saber muito o que esperar. Foi quando, já na primeira cena, meu coração disparou. Palhaço amarelo, o principal, entra em cena e ali, de cara, me dei conta que jamais teria visto um palhaço mais palhaço do que ele. Incrivelmente perfeito.
E com o coração acelerado e a boca-seca-sorrindo, fui me surpreendendo a cada minuto. Tudo! As cores, as músicas, os gestos.
Aos poucos, entre risos e olhos marejados, fui voltando ao meu sonho de menina. Diante daquele universo rico, colorido e cheio de emoção, fui levada à minha paixão antiga. Incrível!
Há um intervalo, de vinte minutos, em que todos eles descem do palco e ficam ali entre todos, brincando. Não dizem nada, apenas passeiam sobre as cadeiras, deitando nos colos, despenteando os cabelos, fazendo crianças rirem e senhores de gravata rirem como crianças.
Quando retornam, ele, o amarelo, nos derruba com uma das cenas mais emocionantes do espetáculo, protagonizados por ele e um paletó.
Há um intervalo, de vinte minutos, em que todos eles descem do palco e ficam ali entre todos, brincando. Não dizem nada, apenas passeiam sobre as cadeiras, deitando nos colos, despenteando os cabelos, fazendo crianças rirem e senhores de gravata rirem como crianças.
Quando retornam, ele, o amarelo, nos derruba com uma das cenas mais emocionantes do espetáculo, protagonizados por ele e um paletó.
E quando estamos ali, plenamente emocionados e até satisfeitos, somos surpeendidos pela indiscritivel cena final. Ao som de Carmina Burana, achei que meu coração fosse pular pela boca. [Juro]. Olhei para trás e vi que não era a única.

Sem palavras e cobertos pela neve de papel, levantamos todos aplaudindo com força e com gritos. E ali de pé ainda pudemos brincar com as enormes bolas que brotaram do fundo do palco em direção ao público.

Sai deste espetáculo com a certeza [clara e absoluta], que foi uma das coisas mais incríveis que já vi na vida.
Sorrisos de agradecimentos a esses russos queridos de nariz vermelho!
Sorrisos de agradecimentos a esses russos queridos de nariz vermelho!
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