sábado, 21 de agosto de 2010

Mi Ushuaia querida!

Hermanitos! Dale!

Como já vinhamos frizando, nao vai rolar escrever todos os dias (tentei fazer como o Nito na copa, mas ele é molto superiore). De qualquer forma dá pra contar tudim!

Quem fica em hostel sabe que, nessas viagens, nao se faz novas amizades e sim "novas amizades de infancia"! Em menos de 8 horas, você ja sabe de tudo da vida da pessoa e vice-versa e como, geralmente, todo mundo esta no mesmo clima, sempre há muita identificaçao. E foi o que já nos aconteceu.

Como contei no post anterior, fizemos nossas "novas amizades de infancia"! Entre brasileiros (que tem de baciada aqui), americanos, argentinos e alemaes, temos já ótimas e engraçadas histórias pra contar dos passeios e bebedeiras no (único) Pub da cidade!



Nádia, Justin, Matthias, Ana e Gustavo

Mas como, nem só de Pub se faz uma viagem, com dificuldade, sempre nos despertamos temprano para conhecer essa que, é a cidade mais encantadora por onde jà passei!

Quarta, aos trancos, barrancos e alguma ressaca fomos fazer o passeio de barco pelo Canal de Beagle. Um barco todo grande-chique! Durante mais ou menos 3 horas, passeamos sobre ele, conhecendo ilhas, leoes marinhos (quis muito um pra mim!), pinguis e cenários absurdamente inacreditáveis.




Canal de Beagle

Na volta ainda existe uma espécie de free shop onde compramos Green Label pela bagatela de R$ 70,00 (Rà!). Graças a Deus estamos no começo da viagem e nao temos como carregar muitas coisas, porque do contrário eu teria deixado "ascarça" naquela lojita!

Como também comentei, um de nossos companheiros de viagem é um alemao, que depois de alguma instistência, conseguiu nos convencer que esquiar seria uma experiência incrível. E foi!

Quinta-feira, caimos da cama (depois de dormir poucas horas) e saimos para o tao lindo Cerro Castor. Matthias, o alemao, com sua paciência e doçura invejáveis foi nosso instrutor!

Já no começo, com a bota, me sentia com 1 ano e meio de idade aprendendo a andar. Sem falar no tanto que a aquela bicha pesa e aperta o pé. Mas é claro que tudo piora depois que se coloca 2 metros de pé, con las tablas de esquì. #ôtremdifícil


100kg de roupa + 200 de bota. Juro.

Os tombos?

Ah... aquele espetáculo! Tudo devidamente fotografado e filmado, para alegria de vocês!


Matthias na missao de me ensinar levantar

Houve também a belíssima cena, em que fiquei presa no final de uma das pistas, com o esquì na tela de proteçao! Nao consegui me mover e sem sucesso e fiquei esperando que alguma boa alma me tirasse dali, já que Matthias havia ido esquiar na pista de gente grande. Nao foi fácil, mas depois de un largo tiempo, alguém percebeu que eu nao estava ali admirando um tronco de árvore, eu estava PRESA! Deu tudo certo!

De qualquer forma, todo o sofrimento uma hora acaba e tivemos nossa recompensa!


Atletas recompensados

Se na ida eu me sentia com um 1 e meio, na volta eu estava com 86! Infinitamente dolorida (mas sempre bem feliz). Apesar de morta-acabada, seria a ùltima noite de nosso amigo-instrutor Matthias e seguimos para o Pub, mal sabendo que a noite seria a mais longa de todas!!!


Hasta las 6 de la mañana!

Recuperados de la fiesta, passamos o dia de sexta-feira, apenas caminhando pela cidade, nos preparando para la noche con los peros!

Fomos para um
cientro invernal, onde andamos com um trenó levados por Huskys, que nos levaram pela neve até uma cabana, com uma fogueira, comida (feita na fogueira), violao e o melhor café que já tomei, feito com conhaque e açucar queimado!


una noche especial

Fomos de trenó e voltamos caminhando... PELA NEVE!!!!

Algumas coisas sao dificeis de descrever e essa é uma delas. Iluminadas por uma lua cheia e muitas estrelas no céu, voltamos numa caminhanda única e absolutamente incrível.

Voltei louca-deslumbrada!

O último dia foi como nostágico e gelado. Acordamos e fomos ao Cerro Martial. Nao sei se por estar desligada ou por ser muito louca mesmo, nao me liguei para onde estavamos indo e nao coloquei roupas térmicas.
#putaquepariuquasemorrodefrio

Nao sei quantos graus abaixo de zero e eu de calça jeans e uma meia calça!
Boluda!

Mas o lugar, como todos os outros, era lindo e valeu o sofrimento! E como castigo (e com sintomas de hipotermia), nao fiz a caminhada pela neve! Fiquei em uma cabana sendo aquecida por um fogao a lenha e escutando as incríveis histórias dos que vivem na montanha!


Por fim, fomos à nossa despedida, com um jantar-delícia, acabando com champagne no hostel por fim.

última noite em Ushuaia


Salud

Assim, nos despedimos dessa primeira parte, de uma viagem que a todo minuto mostra que veio para ser inesquecível. Tenho bastante dificuldade de descrever o que senti nesses cinco dias, neste fin del mundo, apenas consigo dizer que certamente foram um dos cinco dias mais felizes dessa caminhada até aqui.

Ushuaia é como um sonho gelado que nos aquece a vida com paisagens e com vivências que me enchem os olhos de lágrimas ao dizer: Gracias, Ushuaia!




"Ushuaia
sos mi amor del fin del mundo
que me vuelve moribundo con tu piel tierra del fuego. Ushuaia
quiero irme y me da miedo
quizás es porque te quiero y no quiero abandonarte.
Ushuaia
yo daré la vuelta al mundo y a tu olor de mar profundo volveré porque te quiero.
Ushuaia
yo seré tu vagabundo
por tu cuerpo y por tu mundo
que es la tierra de mi fuego."
(Fito Paes)

Hasta luego, Tierra del fuego!

Vem El Calafate! Vem!

2 comentários:

Clarissa Moraes disse...

Que delícia!!! Tudo de bom!!!! Se cuida ae hermana!!! Te amamos! Bjos.. Cla & Flock =)

carol disse...

Anita... quantas histórias maravilhosas... e foi só a 1 semana... saudades... vê se aproveita mais e mais e mais .... bjs