segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Até tento...

Mas juro que não consigo!

Não sei por que diabos as pessoas se sabotam tanto.

Vontade de tentar entender mais os amigos... Vontade de mandar todo mundo pra lá...

Ontem, depois um dia cheio de conversas e questionamentos (e cinema 3D..há!:D), cheguei em casa sem sono e pensando sobre essas escolhas tortas da vida. Recorri ao velho e bom Pessoa, que tem sempre uma resposta de bate-pronto pra mim.

Assim que abri o livro, ali estava:

O mistério das cousas, onde está ele?
Onde está ele que não aparece
Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?
Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?
E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?
Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.
Porque o único sentido oculto das cousas
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.
Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: –
As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas.
(Alberto Caeiro)


Fechei o livro, sorri, ajeitei o travesseiro e dormi.

Um comentário:

stella disse...

e frans até as 3h ! + tombo na escada ! nao para nao para nao para naaaaao !