Eu sempre quis ir. Ninguém queria me acompanhar.
Até que nesse último feriado, havia criança! Quem vai negar pedido de uma criança?
Sendo assim, lá fomos nós andar de Maria Fumaça!!!!
Eu sei que sou exagerada, intensa e o escambau, mas devo dizer que foi um dos passeios mais bacanas até hoje. Talvez pelas companhias, pelo meu estado de espírito ou provavelmente pelo meu encantamento com o que é antigo (Vinis? Fala mais...).
Acho que não tirei o sorriso do rosto um minuto só.
A história dos vagões, um deles de 1912, o apito forte, o balanço, a fumaça, a paisagem, a parada na estação, os telefones antigos, os bancos, os vagões desativados e suas cortininhas, o chefe do trem "furando" os bilhetes... tudo me encatava muito.
Ali, olhando aquilo tudo, passei a pensar nas histórias que aquele cenário todo guardava. Tentava imaginar as pessoas com suas malinhas quadradas, seus vestidos floridos, seus relógios de bolso, suas angustias em partir dali, a felicidade em voltar ou chegar àquela estação.
Quantos segredos, paixões, dores, esperanças, amores, quantos sentimentos foram deixados ali, em casa banco, em cada janela...?
O que importa isso agora?
Hoje somos turistas, tomando sorvete da Kibon, tentando achar música com o barulho do trem...
Foi ai, já na volta do passeio, que um sopro de nostalgia me invadiu. Aquela cidade, pra onde voltávamos, guardava também uma doce lembrança da, talvez, mais amarga relação que já tive. Me permiti, então, colocar o MP3 nos ouvidos e recordar, agora a minha história, até que o trem chegasse na estação final.
Não deu muito certo.
Passei o resto do feriado com a boca amarga e a lembrança viva.
O que importa isso agora?
Às vezes somos só turistas, mesmo que da nossa própria história.
"Há descaminhos em meus passos
Uma sombra que abraço
Um presente passado
Uma vontade tamanha de não ter mais vontade
Não admiro os covardes mas agora...
É tarde" (I. Taviani)
Até que nesse último feriado, havia criança! Quem vai negar pedido de uma criança?
Sendo assim, lá fomos nós andar de Maria Fumaça!!!!
Eu sei que sou exagerada, intensa e o escambau, mas devo dizer que foi um dos passeios mais bacanas até hoje. Talvez pelas companhias, pelo meu estado de espírito ou provavelmente pelo meu encantamento com o que é antigo (Vinis? Fala mais...).
Acho que não tirei o sorriso do rosto um minuto só.
A história dos vagões, um deles de 1912, o apito forte, o balanço, a fumaça, a paisagem, a parada na estação, os telefones antigos, os bancos, os vagões desativados e suas cortininhas, o chefe do trem "furando" os bilhetes... tudo me encatava muito.
Ali, olhando aquilo tudo, passei a pensar nas histórias que aquele cenário todo guardava. Tentava imaginar as pessoas com suas malinhas quadradas, seus vestidos floridos, seus relógios de bolso, suas angustias em partir dali, a felicidade em voltar ou chegar àquela estação.
Quantos segredos, paixões, dores, esperanças, amores, quantos sentimentos foram deixados ali, em casa banco, em cada janela...?
O que importa isso agora?
Hoje somos turistas, tomando sorvete da Kibon, tentando achar música com o barulho do trem...
Foi ai, já na volta do passeio, que um sopro de nostalgia me invadiu. Aquela cidade, pra onde voltávamos, guardava também uma doce lembrança da, talvez, mais amarga relação que já tive. Me permiti, então, colocar o MP3 nos ouvidos e recordar, agora a minha história, até que o trem chegasse na estação final.
Não deu muito certo.
Passei o resto do feriado com a boca amarga e a lembrança viva.
O que importa isso agora?
Às vezes somos só turistas, mesmo que da nossa própria história.
"Há descaminhos em meus passos
Uma sombra que abraço
Um presente passado
Uma vontade tamanha de não ter mais vontade
Não admiro os covardes mas agora...
É tarde" (I. Taviani)
5 comentários:
Como você faz isso? De num simples texto misturar tanta coisa que nao sei se é um relato atravessado de uma criança ou um suspiro com saudades de uma senhora?
Cheers! :)
Explosão de sensações !
Café com pão bolacha não... Era essa a cantiga antiga do trem. E já havia avião, mas o trem era mais terra. Época em que as pessoas tinham que literalmente andar nos trilhos para que fossem respeitadas. Mas a nostalgia do seu texto remete à precisão do viajar... Navegar é preciso, como diria o Pessoa, viver nunca foi e nunca será preciso. Assim, de trem, você viajou na fumaça de uma história sem estação de chegada e sem bilhete de partida. Uma história que teve seu inicio no fim. Te amo com um amor muito maior que todos os trens do mundo. Beijo do pai. Pontes/09
"Às vezes somos só turistas, mesmo que da nossa própria história."
Ai.
"Ás vezes somos turistas da nossa própria história".
Frase do dia. Estupidamente boa.
O grande problema é que, às vezes, não temos nem uma foto pra lembrar.
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