segunda-feira, 8 de março de 2010

Céu em festa!

Ele merecia um texto imenso, infinito...
Ele merecia muito mais...
Mas um aperto no peito e um nó na garganta me impedem!

Fica então o registro da última vez em que nos vimos!
Da mão dele apertando a minha,
das perguntas lúcidas sobre minha vida,
do radinho de pilha no bolso,
das poesias recitadas,
do meu choro em cada uma delas...

Neste dia, em algum momento, ele me falou algo sobre a vontade de ir embora.
Nada pesado, num tom de humor
"Chega, já vivi muito, chega!"

Hoje, aos 94 anos, ele se foi...
Deixando um vazio enorme no meu peito,
Mas um orgulho infinito de ter sido neta do homem mais sábio que já conheci!

Mamita, abraça e beija ele por mim!



Descansa em paz vô!

Um comentário:

Pontes disse...

Órfão de pai e mãe, sinto-me filho só. Não houve tempo para ouvir adeus. As palavras não podiam mais traspassar sua garganta entubada. Fez-se um silêncio final. Na memória imagens de um passado ainda presente. Foi-se uma biblioteca viva. Fica uma eterna saudade. Te amo pai. Pontes/10