terça-feira, 21 de abril de 2009

Sobre areia...

Salve!!!

Mais uma vez ao som da chuva de Caraguá, a falta de inspiração acompanha a vontade de escrever. A verdade, é que tudo daqui me movimenta, ao mesmo tempo que me acalma... Aqui, as coisas mudam de lugar! Sinto-me muito menos atuante e mais espectadora...
Ouço o silêncio diante do mar, sentada em nosso famoso "banquinho" e encho os ouvidos de respostas... a cena é poética, as respostas nem tanto. Mas, apesar de ter um amor incondicional pelo mar e pelo que ele me traz, dessa vez, quem me roubou atenção foi outra personagem, a areia.
Agora pouco, no cenário do "banquinho", passei a observar a areia ao receber o vento. Automaticamente lembrei-me da "sentença de granito" do meu, tão amado, Nietzsche. Recordei da passagem de um dos livros, em que ele diz que nossas verdades e desejos estão sobre areia, conforme bate o vento, já não são mais os mesmos...
De repente, me dei conta de que estava sorrindo... Talvez, por me ver tão menina... talvez por de fato, perceber as verdades e desejos mudando de lugar junto com aquela areia...!
Sobretudo, amo cada vez mais este lugar e tudo o que ele me ensina!
Nietzsche foi quem me fez sorrir, mas quem eu tinha nas mãos era o Pessoa...! E foi ao abrir, mais uma vez aleatoriamente o livro, que um sorriso maior ainda me tomou!
"Pensar, pensar e não poder viver!
Pensar, sempre pensar, perenemente,
Sem poder ter a mão nele.
Ah, eu sorrio
Quando [por] vezes noto o inconsciente
Riso vazio do bandido
Rindo-se da inocência!
Se ele soubesse
O que é perder a inocência toda...
Ó tédio! Ó tédio, quem me dera tê-lo!"

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