sábado, 26 de dezembro de 2009

Doismilenove

Banhia Tarde linda de sol Assalto em Hotel Carioca Abraço de irmão Carnaval no coreto Almoços com peixe Pai dançando sem música Área de serviço Confundir amizade 7 de janeiro Entrar no mar de roupa Oito anos depois Marisa mainha Mensagem de bom dia 12 de abril Chorar de Felicidade Travesseiro da Nasa Esperar pelo fim de semana Poker Madrinha de casamento Coração apertado Aniversário sem Nonô Pista de dança na sala Surto de ex-namorado Despedida no aeroporto Fortaleza Cirque du Soleil Saudade de casa Beijo de avô Giovanna Fumar na varanda Acordar sem respirar Colo de pai Vegas Flock ceguinho Téia e Mani Dançar até suar Estômago no torax Cafuné CB Insistir no erro Aprender a cozinhar Vinho tinto Arrumar o quarto da mamãe Carro quebrado na consolação Ainda sentir falta dele Fidalga Beijo no mar Cunhada nova Show do Lenine Ter pena de alguém Lareira e fondue Maria fumaça Sentir ciúmes da amiga Brigar com irmã Sabesp infernal Odiar meu advogado Consolar amigo que perdeu o pai Yellito hermanito Babar em show da irmã Conversar até as nove da manhã dentro do carro Cinema de domingo Tudicofusi Infinitas conversas na cozinha de casa Usar um brinco só Separar o lixo para reciclagem Dançar no chuveiro Reuniões do livro Não fumar mais na balada Milocovik Entrar no mar correndo de mão dada com os amigos Sentir orgulho dos amigos Quase sair da terapia Café da manhã na cama Tomar prosecco no navio Chorar vendo foto antiga Porre de mojito Escritório com a prima Achar 95 vinis num armário Receber ligação inesperada Não conseguir parar de sorrir Conversas na cozinha da téia Amigo-secreto Natal menos dolorido que ano passado Jogar wii Arrumar a casa para receber papai Organizar reveillon Esperar ansiosamente pelo suspiro no ano novo Ter certeza que apesar de tudo Tá dando certo!

Não sei, só sei que foi assim!

Vem doismiledez Vem!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sempre vai ser diferente

Arrepio
Nó na garganta
Sorriso no rosto!

Taí, pra cantar bem alto e de olho fechado!

HOJE AMANHECEU PERFEITO
UM DIA DO MEU JEITO
FEITO SÓ PRA MIM
HOJE NEM NÃO E NEM TALVEZ
É A HORA É A VEZ
É AGORA É HOJE
HOJE EU GRITO, EU FALO TUDO
NÃO CALO OU FICO MUDO
MUDO O MUNDO, A MINHA HISTÓRIA
E A TRAJETÓRIA DA VIDA QUE HOJE RECOMEÇOU
ENTRE O ONTEM E O AMANHÃ
O TEMPO É DADO DE PRESENTE
HOJE VAI SER DIFERENTE
HOJE É O DIA CLARO E CERTO
HOJE EU ESTOU TÃO PERTO DE QUALQUER LUGAR
HOJE É O DIA MAIS PRECISO
HOJE EU ME REALIZO AO MENOS POR TENTAR
ENTRE O ONTEM E O AMANHÃ
O TEMPO É DADO DE PRESENTE
HOJE VAI SER DIFERENTE
DEPOIS DE TUDO QUE PASSOU
ANTES DE MAIS NADA ESTOU
VIVENDO A AMPLIDÃO DESTE INSTANTE
DURANTE HOJE EU SOU QUEM EU SOU
ENTRE O ONTEM E O AMANHÃ
O TEMPO É DADO DE PRESENTE
HOJE VAI SER DIFERENTE.

(Marcelo Quintanilha)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Tudo bem...

Era pra ter medo.
Era pra ter briga.
Era pra ter cinema.
Era pra ter mão dada.
Era pra ter só lembrança.
Era pra ter vivido mais.
Era pra ter esquecido menos.
Era pra ter gritado o não.
Era pra ter dito sim.
Era pra ter sido guardado.
Era pra ter tido fim.

Mas o teu amor me cura de uma loucura qualquer, é encostar no teu peito e se isso for algum defeito por mim, tudo bem...!

domingo, 29 de novembro de 2009

Vulgo veneno!


É personagem presente desde que nos conhecemos por gente, mas passamos a vida sem saber conviver com ele.

Há quem diga que em alguns casos ele é saudável para uma relação, mas confesso que nunca vi absolutamente nada de positivo no ciúme.

Para mim, nunca foi e nunca será uma visita desejada.

Seja quando vem de mim ou quando o recebo de alguém, sinto um desconforto absurdo. Aquela velha e boa preguiça infinita.

Tá, confesso que quando vem de fora, às vezes, parece bonitinho, mas apenas para minha vaidade, não para mim!

Por insegurança, por sentimento de posse ou apenas por um certo "charme", acredito que o ciúme será sempre um veneno.

Quem caminha comigo sabe que a definição de amor que mais respeito, é a que o amor é quando se abre espaço para o outro crescer (Dada por Jorge Mello, compositor e grande amigo de papai), logo não consigo aceitar o ciúme como parte do amor.

O ciúme só abre espaço para angústia, para discussão, para vetar ou ser vetado de alguma coisa.

Ana, Ana...quem ama cuida!

Cuida do que...?

De quem se ama? Do que se ama? Ou de nossa insistente insegurança?

Seja lá quais forem as respostas, ele será nosso companheiro sempre, mais cedo ou mais tarde.

De qualquer forma, que lutemos bravamente contra ele, nos sentindo cada vez mais livres, podendo assim gozar de outros sentimentos [cá pra nós] um bocado mais divertidos.

[...] Com o tempo aprendi que o ciúme é um sentimento pra proclamar de peito aberto, no instante mesmo de sua origem. Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo mal fermenta. O ciúme é então a espécie mais introvertida das invejas, e mordendo-se todo, põe nos outros a culpa da sua feiura. Sabendo-se desprezível, apresenta-se com nomes supostos, e como exemplo cito a minha pobre avó, que conhecia seu ciúme como reumatismo [...]
Chico Buarque- Leite Derramado

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O último

Era o quinto dia de UTI.

Não subi, fiquei no saguão do hospital com o Samuel, meu afilhado, nos braços, enquanto ele dormia. Eu não queria entrar para vê-la, não aguentava mais aquilo tudo... eu só queria que aquele pesadelo acabasse e tudo voltasse a ser como antes.

Ana, é melhor você subir....

Sileide dizia, com as mãos na minha perna.

Eu não quero.

Eu não queria mesmo. Tava cansada, revoltada, sentia meu corpo dormente...

Não lembro o que pensava, nem sei se conseguia pensar em algo, lembro-me apenas de ficar olhando o Samuel dormindo. Ali fiquei por uns dez minutos, até que subitamente passei ele para o colo da Sileide e subi.

Eram dois lances de escada.

Não sei porque, a cada degrau algo me invadia, uma esperança, não sei. Mas, durou só até o último degrau, quando vi a imagem da sala de espera. Minhas tias, minha prima, alguns amigos, minha irmã, todos tinham os olhos vermelhos e olhavam para o chão. Assim que cheguei ao andar, alguém partiu para me abraçar, desviei e fui em direção à porta da UTI.

Já havia passado o horário de visita e mesmo assim ninguém me barrou. Era o primeiro sinal.

Enquanto lavava as mãos, tentava desperadamente o olhar de algum médico, algum enfermeiro, mas nada, assim que me viam, desviavam o olhar para baixo.

Minha lembrança é em camera lenta. O corredor, as pessoas, aqueles aparelhos todos, os sons...

Em frente a cama, havia uma espécie de banquinho. Ali sentei e fiquei.

Caralho. Minha mãe vai morrer.

Não sei quando tempo fiquei ali sentada, mas não foi pouco. Chorei muito. Assim que meus irmãos se afastaram um pouco, tomei coragem e levantei. Nunca acreditei nessas coisas, mas é verdade, assim que encostei nela os batimentos cardíacos foram de 44 para 160.

Ela sabia que eu estava ali.

Foi então que decidi me despedir. Lembro-me palavra por palavra.

Encostei minha cabeça na dela e cantei, como fiz todos os outros dias...

Dali pra frente, meu corpo adormeceu de verdade, tudo formigava. Eu ouvia, mas não escutava, eu olhava, mas não enxergava...

Ao deitar, para dormir, um filme de todos os anos me veio à cabeça e ao fechar os olhos eu enxergava uma luz vermelha e forte. Assim adormeci abraçada ao Thiago, meu irmão, mas apenas por duas horas, quando fui acordada para o pior dia de minha vida.

Nonô havia partido.

Desde pequenina, perguntava à ela:

Mãe, você me ama?

E ela sempre respondia:

Pouco não.

A última vez que estive com ela acordada, minha última pergunta foi essa, mas a resposta pela primeira vez foi diferente.

Sim, filha. Muito.

Há exatos um ano e quatro meses, é só a recordação dessa resposta que me alivia a dor da saudade, mesmo no meio do choro com a lembraça desse último dia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Presente Passado

Eu sempre quis ir. Ninguém queria me acompanhar.

Até que nesse último feriado, havia criança! Quem vai negar pedido de uma criança?

Sendo assim, lá fomos nós andar de Maria Fumaça!!!!

Eu sei que sou exagerada, intensa e o escambau, mas devo dizer que foi um dos passeios mais bacanas até hoje. Talvez pelas companhias, pelo meu estado de espírito ou provavelmente pelo meu encantamento com o que é antigo (Vinis? Fala mais...).

Acho que não tirei o sorriso do rosto um minuto só.

A história dos vagões, um deles de 1912, o apito forte, o balanço, a fumaça, a paisagem, a parada na estação, os telefones antigos, os bancos, os vagões desativados e suas cortininhas, o chefe do trem "furando" os bilhetes... tudo me encatava muito.

Ali, olhando aquilo tudo, passei a pensar nas histórias que aquele cenário todo guardava. Tentava imaginar as pessoas com suas malinhas quadradas, seus vestidos floridos, seus relógios de bolso, suas angustias em partir dali, a felicidade em voltar ou chegar àquela estação.

Quantos segredos, paixões, dores, esperanças, amores, quantos sentimentos foram deixados ali, em casa banco, em cada janela...?

O que importa isso agora?

Hoje somos turistas, tomando sorvete da Kibon, tentando achar música com o barulho do trem...

Foi ai, já na volta do passeio, que um sopro de nostalgia me invadiu. Aquela cidade, pra onde voltávamos, guardava também uma doce lembrança da, talvez, mais amarga relação que já tive. Me permiti, então, colocar o MP3 nos ouvidos e recordar, agora a minha história, até que o trem chegasse na estação final.

Não deu muito certo.

Passei o resto do feriado com a boca amarga e a lembrança viva.

O que importa isso agora?

Às vezes somos só turistas, mesmo que da nossa própria história.

"Há descaminhos em meus passos
Uma sombra que abraço
Um presente passado
Uma vontade tamanha de não ter mais vontade
Não admiro os covardes mas agora...
É tarde" (I. Taviani)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

The Way You Look Tonight

Não devem ter menos de 50 anos.

Ela deve pintar o cabelo a cada 15 dias.

Ele faz a barba sempre no banheirinho da área de serviço.

Eles fumam. Muito. Sempre na janela da cozinha-área-de-serviço, que é em frente a janela da sala da Téia. E há um ano, desde que a hermanita mudou-se para esse apartamento, os observo.

Ou melhor, os admiro.

Talvez sejam casados há 30 anos, talvez tenham se encontrado há poucos anos, não importa, eles são [ali da minha visão, do outro lado], o retrado da palavra companherismo. Às vezes ela está cozinhando, às vezes lavando roupa, às vezes só segurando um pano de prato na mão e ele está ali, conversando com ela, entre uma tragada e outra.

Por vezes percebi um clima tenso, sério, mas nunca de briga, sempre em diálogo. O comum mesmo é estarem sempre sorrindo um para o outro, como se estivessem falando besteira ou lembrando alguma viagem de verão na juventude.

A primeira vez que tive vontade de escrever sobre eles, foi há muitos meses atrás, quando ao passar do quarto para cozinha, presenciei um beijo apaixonado, desses de cinema, dos dois ali na janela.

Corri, meio adolescente-meio "véia" fofoqueira:

Téeeia, vem ver!

Cena linda de morrer, acreditem!

Bom, ali eu me tornava oficialmente fã daquele casal. Mas mal podia imaginar que, o melhor mesmo, ainda estava para acontecer! Há dias atrás, num sábado à noite, ao som (alto) de Frank Sinatra, eles estavam dançando.

Isso mesmo! DANÇANDO!

Ela, de camisolinha de algodão azul dançava pra ele, enquanto ele, só de bermuda, abria os braços balançando o corpo, também. Dançaram separados, juntinhos, brincando, amando...

E nós?

Desligamos o som, paramos de falar e ficamos ali, paralisados, observando. Nós, mulheres, suspirávamos e provavelmente imaginávamos o mesmo: a mesma cena com nossos respectivos daqui a vinte anos. Os homens... bom, os homesns certamente pensavam o mesmo também: hoje os veios vão transar!

E acho que estavam certos. Pouco depois as luzes se apagaram, o som desligado e a janela do quarto foi fechada.

Em tempo de tanta descrença no amor, nesse dia acreditei um pouco mais na existência, manifestação e beleza dele.

Ao casal da janela, a Ilma e Toninho, Pai e Vilma, meu sorriso grande e sincero de agradecimento, vocês me fazem acreditar verdadeiramente no amor.

E eu lhes devo muito por isso.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ah! Bruta flor do querer...!

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim.

Cae, Cae... alguém já lhe disse que és PHODA? rs...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Carpe Diem

Tudo certo. Determinado. Olhos fixos numa direção, até que...

Rá! Amanhece outra vez!

Novo. Novo. Novo.

Clareia aqui. Escurece ali. Perde-se um pouco. Ganha-se um bocado a mais.

Deliciosa inconstância da vida.

Antigamente me cansava com ela. Hoje, divirto-me como nunca.

Poucos antes de fechar os olhos, já com o dia claro, sorrio para essa loucura toda.

O que há de melhor na vida do que simplesmente vivê-la??


Ps: Ih Mani, virou diário mesmo... rs... Bom, é o que temos pra hoje! ;)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Fica José!

Quem caminha comigo já sabe disso, já viu ou ouviu falar!

Meu pai, é genial!

E não é corujice ou orgulho de filha não! Eis a prova!

Fica?

Por José Pontes

Será namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade? “Qualé a tua, cara? A garota do tempo que nem chove nem molha. Só no mormaço, na leseira das nuvens esparsas.


Amor líquido, lembrando do livro de Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos, fica cada dia mais difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero... Cada vez mais raro ouvir falar em pedido formal de enlace: “Você me aceita em namoro”? Pior ainda se for pedido de noivado. Casamento então, nem se fala.


Lembro que pedir a mão aos pais, meu Deus, era um nervosismo curado com um conhaque tomado no bar da esquina para criar coragem. Seriam mudanças do amor?


Parece que a maioria dos homens, além de não pedir em namoro, além de não pegar no tranco, ainda corre em desespero diante de uma sugestão ou proposta de casamento feita pela moça. E agora são as mulheres que partem para o ataque e, diante de uns temerosos ou acanhados sujeitos, escancaram suas vontades, suas paixões, e fazem suas apostas, seus pedidos, põem na mesa os seus desejos e cartas de intenções.


No tempo de namoro havia sempre o medo do fora. Um sim, mesmo o mais previsível, era uma festa. Já no tempo do “ficar”, quase nada fica, nem o amor daquela rima antiga. Porém alguns sinais continuam valendo e dizem muito. O ato das mãozinhas dadas no cinema, por exemplo, ainda é o maior dos indícios. É que nem ramalhete de flores, carta ou um e-mail de intenções. Pode valer mais do que uma cantada nervosa, mais do que o restaurante japonês, mais do que um amasso no carro, mais do que um beijo com jeito, daqueles que tiram o baton e a força dos membros inferiores. “Vamos pegar uma tela, amor?”, como se dizia não muito antigamente. Eis a senha. Mais até do que um jantar à luz de velas, que pode guardar apenas um desejo de sexo dos dons Juans que jogam o jogo jogado e marketeiro. O cinema, além da maior diversão, como diziam os cartazes de Severiano Ribeiro, é a maior bandeira. Nada mais simbólico e romântico. Os dedos dos dois se encontrando no fundo do saco das últimas pipocas... Não carecem uma só palavra, ainda não têm assuntos de sobra. Salve o silêncio no cinema, que evita revelações e precoces besteiras.


Ah, os silêncios iniciais, que acabam voltando depois, mas voltando sem graça, surdo e mudo, eterno retorno de Jedi. Nada mais os unia do que o silêncio, escreveu mais ou menos assim, com mais talento, claro, Murilo Mendes, poeta dos melhores e mais líricos. Palavras, palavras, palavras... Silêncio, silêncio, silêncio... Dessas duas argamassas fatais o amor é feito e o amor é desfeito. Simples como sístole e diástole de um coração que ainda bate. E será que fica?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Se fosse bom...

Não adianta, certas coisas em nós, não vão mudar nunca.

Algumas lamentavelmente, outras com a graça de Deus!

A gente se esforça aqui, luta ali, jura que vai tentar, que vai começar, terminar, mas pra certas coisas não tem jeito, é só perda de tempo.

Eu?

Eu nunca vou deixar de dormir com a televisão ligada, de ter a manha-mau-humor de manhã, de ser sonhadora, de adorar cafuné, de fechar os olhos com força quando toca aquela(s) musica(s), de sentir saudade de mamãe, de venerar o mar, ser romantica, dramática, de dirigir cantando, ser bagunceira, querer sempre mais, de querer ter razão, de ser marrenta e mandona.

Hoje, ouvi em forma de conselho que eu deveria mudar. Ser mais fechada, expor menos o que sinto e o que penso. Segundo o conselheiro, isso protege e evita sofrimento.

Será?

É claro que vivo lutando pra ser menos bagunceira, mandona, dramática, mas no fundo não sei se quero deixar de ser assim, efetivamente. "Isso" me forma, "isso" sou eu.

Não sei se quero ser mais fechada, engolir palavras e sentimentos.

Antes do ato de mudar, procuro descobrir-me. Tornar-me.

Provavelmente não evito sofrimento com isso, mas com certeza, caro conselheiro, também não me evito, não fujo "do espelho". E já que a brincadeira é dar conselho, este é o meu para você...

Mas eu lhe entendo...

certas coisas nunca vão mudar...!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Feelin' Love


Saquê?

Uisque.

Puro?

Gelo.

Mais?

Suficiente.

Dança?

Assisto.

Acompanha?

Aceito.

Bem assim?

Obrigada.

Ligo?

Sim.

Mais um?

Do seu copo.



A sempre um outro olhar na mesma direção,

um paladar para o mesmo vinho tinto,

o sorriso que aceita a sedução,

o arrepio que sucede a respiração,

a alegria que acompanha o medo,

o suspiro para a chegada dele,

o novo,

de novo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

É?

E se eu for? Vou?

E se eu calo? Grito?

E se é verdade? Minto?

E se for tudo? Sinto?

Longe? Perto?

Errado? Certo?

Fato? Boato?


Larga, solta, deixa crescer!


Mostra, salva, ensina a viver!!


Gracias Lulu...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Cold Night

Inevitavelmente há momentos em que nos tornamos dolorosamente lucidos. Com um sopro forte e gelado, acordamos. Em poucos segundos tomamos mão da realidade, que nunca deixou de estar ali, mas que negligenciamos a todo tempo.

Sempre me perguntei o que é que fazemos com a maldita consciência sobre as coisas.
"Que diabos eu faço agora com isso?"

Depois dos mais de três anos de análise, bem sei que chegar a ela, realidade, é o caminho mais seguro, mas talvez falte ainda mais anos para caminhar com menos inquietude.

Sentindo o vento do sopro no rosto, sento, acendo um cigarro e solto a fumaça fazendo barulho, provavelmente procurando, desesperadamente, uma forma de fugir desse ar gelado e lucido...

É, não funciona...

Inquieta adormeço, deixo-me sentir a brisa quente do sonho até que seja acordada para dias frios.

E seguros.


A noite desce, o calor soçobra um pouco,
Estou lúcido como se nunca tivesse pensado
E tivesse raiz, ligação direta com a terra
Não esta espécie de ligação de sentido secundário observado à noite.
À noite quando me separo das cousas,
E me aproximo das estrelas ou constelações distantes
Erro: porque o distante não é o próximo,
E aproximá-lo é enganar-me.

(Alberto Caeiro)

sábado, 17 de outubro de 2009

Ellos

Dois.
Com a.
Com o.
Com tanta.
Com cama.
Sede.
Fome.
Eles.
História.
Com tempo.
Com sonho.
Memória.
Com dez.
Com todo.
Com tanto.
Manhã.
Com brilho.
Com riso.

Com ponto.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Acenda o Refletor, Apure o tamborim...

Que o tempo é o melhor autor, encontra sempre um final perfeito!

(Chaplin)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vida!

...Luz, quero luz,
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa,
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais...

Chico, Chico... que além do meu querido Yellow, me enche de "soquinhos no queixo"...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Para sempre ano velho.

Ok.

Eu erro.

Você erra.

Nós erramos...

Das tantas vezes em que isso acontece, há quando é sem querer, quando é sem saber, por medo e até muitas vezes por acreditar que estamos acertando. Mas dentre eles, existe o erro recorrente, conhecido, de total consciência. Aquele que já sabemos onde começa e principalmente onde termina, e que mesmo assim vamos nos apropriando, o utilizando, sempre com a esperança de que o estrago seja o mínimo possível.

Com o passar do tempo a gente chega a se afeiçoar, de alguns deles passamos a gostar de verdade. Vamos nos acostumando com os estragos, driblando os efeitos e geralmente isso acontece pois, de alguma forma, eles são acompanhados de algum tipo de perdão, interno ou externo.

O que a gente acaba esquecendo é que pouco a pouco, quando aparece, é ele quem fica no comando. Pouco a pouco vamos perdendo a mão e quando nos damos conta , já abriu um buraco enorme.

Aí é quando o perigo bate a nossa porta, quando começamos a pensar "Não tenho mais o que perder.." ou o constante (inclusive não só pensado, mas dito) "Eu sou assim, isso já faz parte de mim." A partir daí passamos a colecionar, amigos perdidos, frases infelizes, corações feridos, antipatias`gratuitas, saúde estragada, etc etc etc...

Já nem se sabe mais se o erro vale a pena de verdade, mas vira e mexe, lá estamos novamente.

O perdão, a essa altura fica lá atrás, perdido, aparentemente sem importância.

Quando no fundo é só o que buscamos.

O problema é que geralmente quando o perdão chega, já não se tem muito o que fazer com ele.




Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos.




(Camões)




terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sempre...

É. Ninguém nunca sabe o que quer.

Eu também não.

Há dias venho pensando sobre isso. Que diabos procuramos afinal?

Passamos a vida com a maldita mania de querer eternizar tudo, mas estamos sempre com os olhinhos atentos para qualquer sinal de novidade.

Queremos tanto ir. Mas como desejamos voltar.

Damos tudo de nós para um relacionamento, quando ele acaba, subitamente em algum momento um alivio gigantesco nos invade e vem a certeza de que "já foi tarde".

Estudamos cinco anos, pra numa quarta-feira qualquer, às quatro da tarde, olhando pra janela pensar "Por que eu não fui fazer teatro?"

Tudo que a gente quer na vida é um cachorro, até ele mijar no seu travesseiro e você jurar pra você mesmo que odeia cachorros. Isso até ele abanar o rabo quando você chega em casa...

Grita aos sete ventos que nunca mais quer encontrá-lo(a), mas consegue sentir o coração na boca ao saber que ele(a) vai à festa de aniversário do amigo em comum.

Vai três vezes por semana na academia, come alface, toma água, mas é feliz de verdade quando deita no sofá e come pizza, vendo filme.

Juramos que não, quando o corpo grita que sim.

Optamos pelo sim, quando a certeza é não.

Seja às quatro da tarde, ao deitar a cabeça no travesseiro, aos primeiros pensamentos do dia ou enquanto deixamos a água cair no banho, lá está ela... velha, companheira e segura Insatisfação...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Companheira!

Se eu gosto dela?

Ah...acho que aprendi a conviver. Afinal, desde sempre ela está aqui comigo. Às vezes ela me fod*, às vezes ela me livra de roubada e assim vamos convivendo.

Lembro-me do começo, quando ela sussurava em meu ouvido "Deixa o babaca do seu irmão empurrar o carrinho", e eu me divertia vendo que os primeiros passos do meu irmão gemeo eram para me servir!

Molto Superiore!

Pouco mais tarde, assim que o despertador tocava ela dizia "Vai, finge que ta doente! Escola pra que? Tem aquele filme da sessão da tarde". Eu sempre a ouvia.

Conforme o tempo passou, ela continuo firme e forte ao meu lado.

Eu cresci. Ela também...

Continua me atormentando na hora do despertador, mas hoje sou mais forte e faço o que posso para vencê-la. Há tempos atrás, num feito incrível, consegui driblá-la e frequentar a academia!!

Mas sentindo-se fraca, uniu-se aos dias corridos e aí não teve jeito, já era a academia.

Dentre todas suas "influências", en mi vida, uma ganhou destaque surpreendente. De um tempo pra cá, ela vem atuando fortemente sobre PESSOAS.

É. Pessoas...

No trabalho, na balada, na familia e até com os amigos, lá está ela me fazendo cansar os olhos e ouvidos...

"Você é importante para empresa. Precisamos de você!"

"Psicóloga? Que medo, não vou dizer mais nada."

"Você é forte, precisa saber que sua mãe estará sempre com você!"

"Estou encantado!"

"Nada mais para o momento, agradeço desde já."

"Quanto tempo! Sabe que pensei em você outro dia?"

"Terminamos. Por que? Incompatibilidade de genios."

"Ah.. tudo acontece na hora certa"

"Não há provas suficientes. O que temos são recortes de jornais."

"Por que eu ainda te chamo de Amoreco? Chamo qualquer um assim..."

"Precisamos de consciência política"

"Vamos marcar alguma coisa..."

"Se eu for, eu te ligo"

"Você me faz sentir um adolescente.."

"Vou excluir ele do msn."

"VOCÊ ESTÁ ME ANALISANDO?"

Ai Deus.... Que Preguiça....

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fechado!

No meio da madrugada...

Consciência: Ei, Coração...

Coração: Que é?

Consciência: Uou... calma.. vim em paz...! Fala baixo pra não acordá-la...

Coração: Paz? ahh tá....

Estômago: Vocês vão começar de novo?

Esôfago: Cala a boca que depois sobra pra gente...

Estômago: Sempre sobre pra gente...

Consciência: Quietos, vocês querem acordá-la? Coração, me escuta...

Coração: Diz logo..

Consciência: Como você está?

Coração: Tá de brincadeira comigo, é?

Consciência: Calma, é sério... Sei que não está sendo fácil, mas vim propor um acordo...

Coração: Você me fod* e quer acordo?

Consciência: Não se faz de vítima não, que eu também só levo fumo por sua causa...

Estômago: Ó lá..começou...

Coração: Diz logo... que acordo é esse?

Consciência: Então, sabe a história do babaca?

Coração: Claro que sei... Alías, nunca esqueci que foi você quem começou tudo...

Consciência: É eu sei... Mas juro que tive boas intenções. Pode não acreditar, mas achei que ia ser bom pra todo mundo...

Coração: Também pensei... mas.. PUTA encrenca...

Consciência: É eu sei... mas então... tenho novidades sobre esse caso... Aconteceu hoje...

Coração: Vixi... por isso a batedeira de hoje à tarde?

Consciência: Deve ter sido... Tentei fazê-la acabar logo com a palhaçada!

Coração: Tá brincando!! Jura por Deus???? Não tô acreditando....

Estômago: É muito bom pra ser verdade...

Consciência: Calma... sem euforia...! Parece que as notícias são boas, mas vamos precisar de uma força tarefa....

Coração: Posso jogar o babaca no saco preto? Posso, posso...??????

Estômago: Consciência.. sou seu fã...

Consciência: Já disse, calma... Não contaremos com a vitória antes do tempo... Meu plano é o seguinte: Coração, vai limpando tudo aí enquanto eu me concentro aqui no trabalho e no estudo. Tem o inventário também. Estômago, aproveita que tá com ajuda de remédio e faz sua parte.

Estômago: Poxa.. faço o que posso, mas...

Coração: É...ela acha que é fácil...

Consciência: Pô! Tô tentando. Vão me ajudar, ou não?

Os dois: Sim!

Consciência: Ok. Meu único problema é o insconsciente. Mas deixa ele comigo. Coração, olha lá, não me traia hein!??! Não me arruma nada antes da gente colocar a casa em ordem!

Coração: Podexá!

Consciência: Estômago, faz o seu direitinho que amanhã tem gravação... Tal de endoscopia...

Estômago: Tô sabendo...

Insconsciente: Ninguém me chamou, mas pra não dizer que não sou legal, vou avisar. Sonho tá acabando e ela vai acordar...

Coração: Ah não! Será que ele ouviu tudo?

Consciência: Agora não importa mais! Vamos... silêncio, ela ta acordando...! Conto com vocês...

Esôfago: Ei Ei... filmagem??? Ah não, tô todo zuado... filmagem não...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Até tento...

Mas juro que não consigo!

Não sei por que diabos as pessoas se sabotam tanto.

Vontade de tentar entender mais os amigos... Vontade de mandar todo mundo pra lá...

Ontem, depois um dia cheio de conversas e questionamentos (e cinema 3D..há!:D), cheguei em casa sem sono e pensando sobre essas escolhas tortas da vida. Recorri ao velho e bom Pessoa, que tem sempre uma resposta de bate-pronto pra mim.

Assim que abri o livro, ali estava:

O mistério das cousas, onde está ele?
Onde está ele que não aparece
Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?
Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?
E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?
Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.
Porque o único sentido oculto das cousas
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.
Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: –
As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas.
(Alberto Caeiro)


Fechei o livro, sorri, ajeitei o travesseiro e dormi.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

É preciso..

Depois de uma certa idade, o que mais costumamos dizer é "Meu Deus, como o tempo está passando rápido". E passa mesmo, fato.

Com isso, quando a gente se dá conta o dia acabou, o mês virou, o ano tá quase no fim...

E nessa velocidade, um ano se passou da morte de minha mãe. Há pouco mais de um ano, vi o chão desaparecer dos meus pés e um buraco se abrir dentro de mim. O sétimo dia, o primeiro mês, o primeiro Natal, os primeiros aniversários, dia das mães... e por aí vai.

Não, não foi fácil...

Mas passou rápido. E apesar de tanta dor, hoje, um ano depois muita coisa mudou por aqui...

Há uma nos atrás eu não tinha idéia de como pilotar uma máquina de lavar, de como negociar uma conta na Sabesp, de saber se o melhor seguro do carro é aquele mesmo, de ver meu coração se apaixonar de verdade e não poder compartilhar com ela, nem ter seu colo e cafuné quando essa mesma paixão me feriu. Há um ano, não sabia como "fugir", às vezes, é preciso e que faz um bem danado, que trabalhar 16 horas por dia pode ser maravilhoso, que família e amigos são verdadeiramente o que tem valor nessa vida, mas que é preciso saber caminhar sem eles, não tinha idéia do como é bom ser sozinha, mas do como e maravilhoso ter a casa cheia de amigos...

Há um ano, eu não sabia que dava pra ser feliz sem ela. E dá, tá dando...

Ontem, resolvi abrir os armários e arrumar as coisas dela. Doeu demais. Não... doeu PRA PORRA (com o perdão da expressão..). Não são roupas, sapatos, é a história dela...

Aquela que mais gostava, a que só usava na praia, a que usou na minha formatura e até a camisola da maternidade.

Abracei com força, cada uma delas. Chorei muito. Mas tive a imensa sensação de que estava fazendo o que era certo. Senti que me despedi um pouco mais...

Talvez esse tempo, que insiste em voar, leve pra sempre essa dor... mas a saudade... essa aumenta, sempre, na mesma velocidade do tempo...

"Minha mãe calava
e calada chorava
e chorando vinha me abraçar...
Me abraçava e apertava..
e baixinho falava,
essa vida eu sei que um dia vai mudar..."

(Que Assim seja, amém - MPB4) - música que ela amava...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sobre eles...

Há anos aprendi que, para conhecer verdadeiramente um homem, deveria assistir vezes e vezes o seriado "Anos incríveis"...

Hoje, anos depois ver e rever, ainda me surpreendo... e aprendo, claro.

"Quem estaria certo e quem estaria errado? Agora eu sou adulto e continuo sem saber. Mas em algum momento, tarde da noite, quase ao adormecer, as idéias e desentendimentos se dissipam e restam apenas as pessoas. E as pessoas naquele tempo não eram diferente do que sempre foram e sempre serão. As moças se apaixonam. Os homens e as mulheres sofrem sozinhos pelas escolhas que fizeram. E os meninos, confusos, cheios de medo, de amor e de coragem crescem silenciosamente enquanto dormem." (Kevin Arnold- Anos Incríveis)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Perto demais...

O amor é um acidente que esperamos acontecer...

O desejo é um estranho que pensamos conhecer...

A intimidade é uma mentira que contamos a nós mesmos...

A verdade é um jogo que jogamos para vencer...

Enquanto acreditarmos em amor à primeira vista, a procura estará sempre no olhar...

Da procura o olhar,
dele o caminho para o estranho ao acidente,
jogando a mentira na tentiva de vencer...!

Não, não sei.... só sei que está sendo assim... :c)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

News

Salve!!!!
Saudade de escrever, saudade de todos...
Tanta coisa pra contar, que mal sei por onde começar. Fora o tempo, que é curto.
Os dias por aqui são cada vez mais preciosos.. tenho conhecido pessoas maravilhosas e isso tem enchido meu peito de alegria.
A chuva! Ahhh a chuva!!! Tanto foi dito sobre Santa Catarina e nada se ouve dizer sobre o Ceará.... Geeeeente, chove sem parar... já são mais de 65 cidades em estado crítico... mas o velho preconceito da mídia com o Nordeste não permite que isso tenha repercussão como teve no Sul.
Coisa "braba"... tem dia que me sinto moisés abrindo caminho na água com o carro... srsrsrs
Com isso ainda não fui à praia... :(
As pessoas? Ahhh... essa são um espetáculo a parte...!!! tenho sido tratada como "amiga de infancia" e as noitadas de farra se superam!!! TOCANTINS É NO CEARÁ (faço questão de depois escrever um texto só falando sobre o bar tocantins)
Meu encontro com a Gioooo!!! Incrivel demais...! A gente não se cansa de parar, olhar e dizer:" CARACA A GENTE TA AQUI EM FORTALEZA JUNTAS"
Amizade boa demaaaais!!!!
Bueno... vou indo pra caminhada de todo dia na beira mar... parece ser o único momento em que a chuva dá uma trégua.
Beijo e cheiro cearense em todos...
Saudade infinita, assim como meu amor.
"Meu peito diz: Coração da gente é igual país. Não deu certo uma mudança, você muda de esperança. Porque a gente merece ser feliz" (Ivan Lins)

terça-feira, 19 de maio de 2009

"Vai ser bom te lembrar"

E com a cara torta, a ressaca da morte, quase embarcando sem mala, sendo a última a entrar no avião e com uma dor de ouvido SURREAL na descida, provavelmente por causa da gripe, cheguei em Fortaleza.

Eu tinha pensado num texto grande e cheio de filosofias, sobre essa minha decisão em vir pra cá, mas hoje o que eu queria mesmo era agradecer meus amigos.

Muitos que me desculpem, mas eu tenhos os amigos mais INCRÍVEIS do universo.

Sim sim sim sim.

Não tenho palavras pra agradecer a overdose de carinho que recebi, tanto no bota fora, como no aeroporto.

" Tudo isso porque tem previsão de dois, três meses para voltar... imagino se fosse para ir de vez.." -disse com seu português ótimo, nosso españolito, Ignácio.

Mas uma outra voz, explicava:

" Não estamos aqui para despedir, viemos apoiá-la, só isso..."

Preciso dizer mais alguma coisa?????

Por aqui, muita chuva e calor... um nublado lindo de se ver.

Aqui dentro uma coisa boa nascendo a cada minuto...

Com os olhinhos atentos para cada novidade do novo caminho...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ele mesmo!

Sim, lá do primeiro post!
Meses e meses após me convencer a fazer esse blog, me presenteia com um texto.
Provando que continua sendo meu verdadeiro anjo e que não importa quantos mais (dez) anos possam passar, ele estará sempre ali.
Sinceramente, não sei porque diabos ainda reclamo da vida...

Pense numa pessoa privilegiada, peeeense...

Obrigada, mais uma vez e sempre...


Meses

Às vezes, ela passava meses sem dar sinal de vida. De repente, ligava, no meio da madrugada. Ele acordava assustado e lá estava ela, do outro lado da linh. Sem “alô”, sem “oi”.

– Preciso conversar com você, dizia, entre uma tragada e outra.

– O que aconteceu?

– Estraguei tudo. De novo.

Isso, claro, era exagero dela. Não era sempre ela quem estragava tudo, às vezes, estragavam por ela. Mas ela sempre questionava a própria culpa. Se não conseguia se colocar como culpada, acusava a si própria de ser cúmplice. Ele já sabia que o “estraguei tudo” provavelmente era exagero, e perguntava a ela o que tinha acontecido.

E ela contava. Confusões, relacionamentos, indas e vindas. Sempre com pessoas diferentes, em situações diferentes, mas sempre o mesmo problema: desencontros.

E ele, claro, ohuvia. Não apenas ouvia, como aconselhava e brigava com ela. A despeito do fato de que isso nunca havia sido oficializado, ele sabia que tinha esse direito. Não sabia ao certo porque tinha o direito, mas sabia que tinha. E ela contava tudo: detalhes de forma cristalina e diálogos de forma confusa, e ele se virava da melhor forma possível para montar a história em sua mente.

Nem sempre ele conseguia.

Às vezes, ela aparecia no meio do quebra-cabeça, sorrindo, e ele precisava se concentrar e começar tudo de novo. E montava as histórias, sempre com ela no meio, tentando entender o que tinha acontecido e aconselhá-la, confortá-la, de alguma forma.

E, às vezes, conseguia. E ela dizia que seus conselhos eram bons, que haviam feito ela enxergar os fatos de forma mais límpida, lhe desejava um beijo e desligava. E ele virava de lado, tentava sorrir e pensava duas coisas: espero que ela durma mais tranqüila.

E, a outra, quase antes de dormir, sempre lhe vinha na mente: um dia, ela vai entender.

Sorria um “boa noite”, baixinho, no escuro, e dormia. Com ela.


(R.R.)


sexta-feira, 8 de maio de 2009

The Wonder Years

Depois de um respeitável tempo convivendo com um terrível mal humor matutino, hoje levantei sorrindo.Vontade de tomar um banho longo, fazer um belo café, colocar a mesa (!!!!), pensar em usar aquela roupa nova, colocar o lixo para fora de roupão, dando bom dia sorridente para o porteiro e lavar a louça cantarolando (chico, claro...!!!)...

Deuses como é bom!

Mas esse bom humor repentino tem nome!

Ontem tive a felicidade de receber em casa amigos da faculdade. Nos encontramos com uma certa frequencia, mas sempre em aniversários ou festas, há séculos não sentávamos apenas para conversar... e foi o que fizemos, entre vinho, pizza e chocolate nos embebedamos de lembranças com riso, muito riso!!!

A sensação que tive, era que tentávamos reviver cada minuto dos cinco anos que passamos juntos naquela universidade. E a gente bem conseguiu...

Os primeiros dias, as viagens, Iracema, os amores, as festas (!!!), as aulas de anatomia, os professores, as crises, as perdas, falar mal de uns e querer muito saber como andam outros...

Atropelávamos tentando não deixar escapar nada...!

Como foi bom!...

"Todo mundo cresce em cinco anos, é natural... mas nós crescemos pra caralh*&#!!!!!!!!", disse meu amado Lê.

Caminhamos para o sétimo ano de amizade, dos infinitos que virão, mas sabemos que vai sempre morar naqueles cinco, a melhor parte da história.
Eu amo vocês!!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Quanto mais a gente reza....

- Alô!?
- Oi... sou eu..
- Eu quem?
- Poxa, não lembra da minha voz..?
- Não.

(é óbvio que ela lembrava...)

- Quer dizer que você esquece da voz de quem você namorou três anos?
- Oi...
- Ah bom..! Já estava assustado. Como você está, minha linda?

(minha linda??????)

- Tô ótima.
- Mesmo? Sua voz parece desanimada...
- Estou gripada.
- Hum... que mal...! Precisa de alguém pra cuidar de você?
- ÃH?

( desliga, desliga....)

- Calma, brincadeira... Me conta as novidades....
- Tá tudo bem... sem novidades.
- Queria te ver...
- ÃH?

( avisei...deliga logo...)

- Ué? Não podemos nos ver?
- Você não ia casar...???
- Vou, em setembro...
- Parabéns. Bom saber que está tudo bem. Mande beijo pra sua mãe e irmã, por favor.

(vai, vai... "beijo, tchau"...)

- Ei...
- Oi...

( ah! nãããooo...)

- Penso em você ainda. Queria muito te ver...
- Eu também...

(queeeee?????)

- Pensa em mim também???
- Queria muito ver você tomar vergonha na cara um dia...! Fica bem! Tchau.

(uhuuuuuuu....ops, quer dizer "tu tu tu tu tu..."

"AS PESSOAS NUNCA SABEM O QUE QUEREM, MAS NÃO DÃO DESCANSO ENQUANTO NÃO RECEBEM AQUILO QUE QUEREM" Oscar Wilde

segunda-feira, 4 de maio de 2009

"Escucha, Ana..."

Ôooooo Deus..!!!

Tomando bronca a torto e a direito, por não escrever há mais de uma semana..!!!

Nem nego que fico toda besta quando isso acontece... rsrs...

Amados.. tanta mudança que as palavras são engolidas pela ansidade de escrever...!

Vontade de escrever estórias novas, novos fins, continuações... mas não sai..e não adianta insistir!!!

Quero só agradecer à tanta amizade que vem me rondando nos últimos dias, me enchendo de apoio e carinho!!!

Eu nada seria sem vocês...!!!!

Ah...queria escrever da virada cultural, também....! Foi incrivel...! (sim, Wando é o cara!!!rsrsrs)!!!

Reencontros de Buenos Aires!! Incriveis...! Alias, um deles, com querido Martín.. em que, enquanto lhe contava sobre minhas escolhas para esse novo momento, Geraldo Azevedo cantava:

"Já vou embora, mas sei que vou voltar...
amor não chora... se eu volto é pra ficar..."

Martín, me interrompe, com um sorriso e diz "Escucha, Ana...! No fundo a genti siempre volta...", com seu portunhol cada vez melhor!


Que mais eu posso querer nessa vida, !?!?!?!

Enquanto a inspiração não chega, deixo aqui o que tenho lido, acompanhada de uma gripe infernal...

"Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis... mas não quero mais..."
Cecília Meireles



Hasta pronto!!!!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sempre sábias...

Bom, e aí que entre tanta coisa... riso, choro, garrafas de saquê, jogatinas, lembrança boa pra lembrar e ótima pra esquecer... temos aqui mais uma segunda-feira!!!!

E a companhia da velha e boa inconstância...!

Ah, claro... e das palavras do Pessoa, que tem ilustrado essa fase e me acalmado um bocado!!!!


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Sobre areia...

Salve!!!

Mais uma vez ao som da chuva de Caraguá, a falta de inspiração acompanha a vontade de escrever. A verdade, é que tudo daqui me movimenta, ao mesmo tempo que me acalma... Aqui, as coisas mudam de lugar! Sinto-me muito menos atuante e mais espectadora...
Ouço o silêncio diante do mar, sentada em nosso famoso "banquinho" e encho os ouvidos de respostas... a cena é poética, as respostas nem tanto. Mas, apesar de ter um amor incondicional pelo mar e pelo que ele me traz, dessa vez, quem me roubou atenção foi outra personagem, a areia.
Agora pouco, no cenário do "banquinho", passei a observar a areia ao receber o vento. Automaticamente lembrei-me da "sentença de granito" do meu, tão amado, Nietzsche. Recordei da passagem de um dos livros, em que ele diz que nossas verdades e desejos estão sobre areia, conforme bate o vento, já não são mais os mesmos...
De repente, me dei conta de que estava sorrindo... Talvez, por me ver tão menina... talvez por de fato, perceber as verdades e desejos mudando de lugar junto com aquela areia...!
Sobretudo, amo cada vez mais este lugar e tudo o que ele me ensina!
Nietzsche foi quem me fez sorrir, mas quem eu tinha nas mãos era o Pessoa...! E foi ao abrir, mais uma vez aleatoriamente o livro, que um sorriso maior ainda me tomou!
"Pensar, pensar e não poder viver!
Pensar, sempre pensar, perenemente,
Sem poder ter a mão nele.
Ah, eu sorrio
Quando [por] vezes noto o inconsciente
Riso vazio do bandido
Rindo-se da inocência!
Se ele soubesse
O que é perder a inocência toda...
Ó tédio! Ó tédio, quem me dera tê-lo!"

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Como borboletas...

Passava das quatro da manhã e nada... ela continuava acordada. Cansada de virar de um lado para outro, enrolou-se no cobertor e devagar levantou, tentando não acordá-lo. Foi até a janela e se escorou na parede olhando para fora.

Subitamente esboçou um sorriso. Como era linda Barcelona!

Ali parada, admirando a agitada e encantadora cidade, foi lembrando de quando chegara, dos primeiros dias, da sensação de liberdade e de solidão... Um ano!!! Deuses, como passou rápido...!

Encarando o frio do outono, abriu a janela da sacada, sentou-se e acendeu um cigarro. Passou, então, a relembrar cada experiência vivida naqueles meses, dos lugares que conheceu, dos amigos que fez, das incríveis festas, bebedeiras e choradeiras com saudade do Brasil...

Pronto, em menos de vinte quatro horas, ela poderia matar toda aquela saudade... assim que aquela escuridão desse lugar ao esbranquiçado sol, ela partiria de volta... Foi quando um nó tomou sua garganta e coração. Era, enfim, a última noite daquela temporada...

Tentando engolir o choro e enganar a dor que estava sentindo em dar-se conta de que aquilo acabaria em poucas horas, virou-se em direção ao quarto e passou a observá-lo, coçando a barba enquanto dormia.

Sim! Ali estava sua verdadeira angustia em ir embora. Conheceram-se a menos de dois meses, mas viveram como se jamais fossem deixar de se ver. Naquelas poucas e intensas semanas, pareciam saber tudo um do outro e talvez na tentativa de se protegerem, em nenhum minuto tocaram no como seria quando aquilo acabasse.

Ainda sentada, com os olhos voltados para o quarto, percebeu que ele havia acordado e com os olhos apertados e os cabelos bagunçados vinha em direção a sacada...

- Como puede con este frio, cariño? disse abraçando-a

Não respondeu nada, aceitou o abraço e deixou o nó se desfazer num choro. Ele, com sua voz sempre calma, sussurrou...

- Noooooo.... No estés triste...! Mira, cariño... el amor no tiene por qué ser eterna, pero infinito en cuanto hay duración... lo que dice la bossa nova, no? - sorrindo, enxugava as lágrimas dela...

Pegou-a pela mão e entraram de volta para a cama! Passaram o resto da noite conversando, rindo, namorando... De alguma forma, aquelas palavras aliviaram sua angustia, dando a certeza de que a felicidade estava ali, naquelas poucas horas que lhe sobravam.

Assim que o dia nasceu, ela partiu. Levando e deixando sua história, sem planos...

Sabia que ao tempo pertencia seu futuro...!

"O amor é o ridículo da vida, a gente procura nele uma pureza inexistente, que ta sempre se pondo, indo embora. A vida traz e leva histórias... como borboletas que vivem apenas vinte e quatro horas... O fim não dói..!" (Cazuza)